Seduzir com prazer

Ao criar este blogue, a ideia foi partilhar a minha experiência adquirida ao longo de 15 anos de frequência em sites, chats e redes sociais. Teclei, conversei, conheci muitas pessoas e vivi experiências que foram a vertente prática da minha aprendizagem. A net, com a possibilidade de nos relacionarmos anonimamente, veio trazer novas formas de interagirmos uns com os outros.

O objetivo deste blog é, através da partilha, ajudar a que todos nós compreendamos melhor esta nova realidade, e com isso estimular a reflexão de temas como o amor, o sexo e os relacionamentos em geral. Assim, publicarei algumas histórias por mim vividas, reflexões, informação que ache relevante, históricos de conversas, e algumas fotos sensuais de corpos de mulheres com quem troquei prazer e que tive o privilégio de fotografar. Todos os textos e fotos que vou publicando, não estão por ordem cronológica, e podem ter acontecido nos últimos 15 anos ou nos últimos dias. Todas as fotos e conversas publicadas, têm o consentimento dos intervenientes.

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22.11.14

R024 A necessidade de variar

Ao longo das minhas conversas virtuais e anónimas com mulheres que conheço na net, já reparei que muitas delas não entendem porque é que os homens traem mesmo quando amam uma mulher. Perguntam-me porque é que os homens estando bem servidos em casa, procuram outras mulheres.

Mesmo quando temos alguém que amamos e que nos satisfaz sexualmente, precisamos de ter outras experiências sexuais, da adrenalina do desconhecido, do "flirt", da sedução, da caça, e de tudo o que a pessoa com quem já vivemos essas coisas todas, não nos pode voltar a dar como se fosse a primeira vez. Essa experiência, esse variar, nunca nos pode ser dado pelo nosso parceiro de alguns anos de relacionamento.

Na maior parte das vezes em que se tem aventuras fora do casamento, o sexo nem é tão bom como com quem amamos, mas numa aventura tudo é novo e diferente. O engate, a sedução, o encontro, os beijos, o despir, ver outro corpo, apalpar outro corpo, encaixar noutro corpo, enfim, trocar prazer com outra pessoa. Viver uma experiência nova com sensações e emoções diferentes.

É como jogarmos xadrez sempre com a mesma pessoa durante muitos anos. Ao fim de um tempo, temos necessidade de jogar com outra pessoa, porque com a mesma, já as estratégias estão todas experimentadas e os jogos acabam quase sempre da mesma forma. Já sabemos o que podemos esperar do parceiro, já lhe conhecemos as jogadas. Precisamos de experimentar o que aprendemos com alguém que não conhece as nossas jogadas também.

Esta prática que era quase exclusiva dos homens, já está a atingir também as mulheres. Cada vez mais, as mulheres também precisam de ter experiências sexuais fora do casamento. Apesar da sociedade em que vivemos pretenda cultivar o amor romântico e monogâmico, o facto é que a nossa natureza não é essa. Está provado com a realidade que todos nós conhecemos, em estatísticas e estudos científicos.

Conheço mulheres casadas, que me dizem que estão satisfeitas sexualmente com os maridos e que o sexo é bom, provavelmente o melhor de todos, mas que com outros homens sentem coisas diferentes. Gostam de ser seduzidas, engatadas, sentirem-se desejadas e bajuladas por homens que as querem conquistar. Gostam de conhecer um corpo diferente, de práticas diferentes, sensações e emoções diferentes.

Contrariamente ao que se possa pensar, normalmente estas escapadelas até melhoram a relação, mesmo que não consentidas. Muitos relacionamentos mantêm-se porque um ou os dois cônjuges saltam a cerca. Se não o pudessem fazer, muitos relacionamentos ficavam insustentáveis, apesar da amizade e muitas vezes do amor no seio do casamento.

Se a aventura for consentida, então melhora mesmo muito o relacionamento, porque a maior parte das zangas e dos desentendimentos nos relacionamentos, estão ligados à desconfiança e ao ciúme. Por outro lado, o entendimento entre o casal melhora tremendamente, deixando de haver segredos e mentiras, aumentando a cumplicidade e a intimidade.

É por estas razões que casais casados há muitos anos, e que sempre se amaram e continuam a amar, escolhem o swing como forma de resolver esse problema. Sentem que têm vontade e necessidade de variar e como bons amigos que são, e porque se amam, decidem ir engatar e viver essas experiências sexuais em conjunto. 

8 comentários:

M João disse...

Concordo, plenamente!!! Muitos casamentos poderiam ganhar mais longevidade, se houvesse essa abertura de espírito. Ainda vivemos numa sociedade de preconceitos e tabus e penso que a idade e a experiência nos trazem novas formas de encarar os relacionamentos e a forma como se vive o sexo... Penso, que apesar de ainda termos uma geração de quarentões retrógrados, homens e mulheres, já há muita gente a querer passar valores aos filhos, que mudam um pouco esta forma de estar! E não tem a ver com promiscuidade e sim com aproveitar a vida e ser feliz! Realmente não fomos feitos para sermos monogamicos, independentemente de podermos amar e ser fiéis, emocionalmente! Gosto muito do teu blog e da forma como expôes as coisas... São sempre reflexões inteligentes :) Parabéns!!!

xarmus disse...

Olá M joão... Obrigado pelo teu comentário.

E sim... já se vão mudando as mentalidades, e já vai havendo mais abertura para os novos desafios que se nos vão deparando.

Beijocas boas, e obrigado pela colaboração

Anónimo disse...

Tudo se resume à alimentação do Ego, todo o ser humano (Homem/Mulher) tem necessidade de ser cortejado, de se sentir sexy e nada como um bom jogo de sedução para elevar a adrenalina e o prazer

Mig

Anónimo disse...

Realmente faz imenso sentido esta tua reflexão...
Pena que a nossa sociedade e a nossa mentalidade não consiga ver além do convencional e com isso perde-se bons casamentos, boas relações de amizade e a confiança e perde-se acima de tudo a auto estima e a confiança em nós próprios.....
Obrigado por mais esta excelente reflexão que nos ajuda a desmistificar tamanhos tabus!

beijoca

Lulu

xarmus disse...

Olá Mig

Não penso que seja apenas uma necessidade de alimentar o ego. Acho que para muitas pessoas, a necessidade de variar de parceiro é uma necessidade com outros contornos do que apenas a alimentação do ego.

xarmus disse...

Olá Lulu

É verdade Lulu, a visão retrograda da sociedade em geral, que nos formata desde tenra idade, faz com que muitos relacionamentos que teriam tudo para dar certo, acabem por razões estúpidas.

Felizmente, muitos casais vão encontrando formas criativas de se relacionarem e com isso melhorando os seus relacionamentos.

Beijocas boas

Anónimo disse...

Sigo este blog desde os meus 18 anos e sempre pensei como tu (acho que ir para a cama contigo também ajudou eheheh), agora tenho 23, mais alguma experiência em relacionamentos, e - foda-se - não consigo encontrar um parceiro que pense assim. Vê lá tu que até fui para os gajos mais velhos (o meu namorado tem 44) e o gajo não me deixa voar! E faz-me sentir uma puta por pensar assim e ainda vem com chantagens de que não gosto dele. Claro que depois disto uma pessoa fecha a boca e engole a ideia (só a abre para broches ao namorado, UNICAMENTE ao namorado), mas ser realmente feliz assim? Não, falta qualquer coisa! A novidade, o flirt, a sedução!

O pior disto tudo, e até os meus pais concordam, é que a juventude consegue ser mais reaccionária e intolerante que as pessoas mais velhas.

Podem vir com os argumentos de que "não gosto a sério" (se isto fosse o Shiu, já estava a ser exorcizada), mas estão enganados. Amo muito o meu companheiro, adoro o nosso sexo, já fiz por apimentar as coisas, mas deliro quando penso noutro homem a possuir-me sem ser ele. Claro que no fim, voltava para casa, aninhar-me-ia nos braços do meu companheiro, e continuava a viver a minha vida com ele. Com o outro, seria só sedução e sexo. O amor é outra coisa. O amor transcende tudo isto.

Mas o ser humano além de não ser monógamo, é muito egoísta. E, claro, nem falo das inseguranças e faltas de auto-estima. É o que eu digo. Só pessoas muito, muito especiais (bem-resolvidas portanto) têm o dom de ver uma "traição", não como uma traição (detesto esta palavra), mas como algo natural e saudável num compromisso - que o ajuda a atingir a longevidade. Ou não estariam os meus pais juntos há milhões de anos e andam nestas brincadeiras que eu bem o sei :)

Já me alonguei demais. É isto.
E xarmus, um dia volto! Porque na nossa primeira vez eu ainda era muito enfiada.. E novinha... Agora já estou mais passadinha.. Vê lá tu que até gosto que me chamem nomes e puxem o cabelo.. Mas o meu companheiro não o consegue fazer...

Mas contigo essa situação não iria surgir, GRAÇAS A DEUS, não imaginas a minha ânsia de ser insultada! Portanto por favor.. Nunca penses em curtir de mim! Nem um bocadinho! Eheh!
Chega de palhaçadas, beijo grande!"

xarmus disse...

Olá Delicia,

Não imaginas a alegria que me deu ler este teu comentário minha querida.

Eu penso que sei quem és, e se estou certo, só estivemos uma unica vez, com muita pena minha porque gostei muito de estar contigo e gostava de ter repetido.

Adorei este teu comentário, por saber que estás bem, por saber que tens namorado, e muito orgulhoso de ver que de alguma forma contribui para essa tua forma de pensar.

É uma pena que o teu namorado não veja o que ganhava se te deixasse voar. Se o amas mesmo assim, amarias muito mais se ele te deixasse voar. E se ele te amasse mesmo e não tivesse medo de te perder, deixava-te voar. Tens que lhe dizer que não és tu que não gostas dele por quereres voar, mas é ele que não gosta de ti por não te deixar voar.

Agradeço-te muito este teu comentário que ajuda bastante a perceber o que eu quis transmitir com esta minha reflexão. (agradeço-te com pagamento em géneros... heheheh)

Quando quiseres, podemos dar uma segunda de-mão na coisa. E se agora estás mais preparada e até desejosa de ser abusada e insultada, terei muito prazer em levar-te para a cama pelos cabelos, amarrar-te toda aberta e bem esticadinha, depois de seres obrigada a mamar no gostoso de joelhos, enquanto ouves as maiores barbaridades, que podem ir de cabra, passando por cadela e até minha ganda puta.

Um beijo guloso para ti minha querida e mais uma vez, obrigado pelo teu comentário.