Seduzir com prazer

Ao criar este blogue, a ideia foi partilhar a minha experiência adquirida ao longo de 15 anos de frequência em sites, chats e redes sociais. Teclei, conversei, conheci muitas pessoas e vivi experiências que foram a vertente prática da minha aprendizagem. A net, com a possibilidade de nos relacionarmos anonimamente, veio trazer novas formas de interagirmos uns com os outros.

O objetivo deste blog é, através da partilha, ajudar a que todos nós compreendamos melhor esta nova realidade, e com isso estimular a reflexão de temas como o amor, o sexo e os relacionamentos em geral. Assim, publicarei algumas histórias por mim vividas, reflexões, informação que ache relevante, históricos de conversas, e algumas fotos sensuais de corpos de mulheres com quem troquei prazer e que tive o privilégio de fotografar. Todos os textos e fotos que vou publicando, não estão por ordem cronológica, e podem ter acontecido nos últimos 15 anos ou nos últimos dias. Todas as fotos e conversas publicadas, têm o consentimento dos intervenientes.

As imagens publicadas neste blogue estão protegidas pelo código do direito de autor, não podendo ser copiadas, alteradas, distribuídas ou utilizadas sem autorização expressa do autor.


9.2.13

R018 Abusos e BDSM


Na sequência dos comentários e mails que tenho recebido em relação ao tema BDSM , decidi escrever uma reflexão que possa dar uma ideia geral assim como o meu posicionamento em relação a este tema.

Para começar será necessário dar algumas explicações prévias, e algumas definições que me vão simplificar a comunicação.

BDSM é o acrônimo para Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo.

Bondage é um tipo específico de fetiche, geralmente relacionado com o BDSM, onde a principal fonte de prazer consiste em amarrar e imobilizar seu parceiro ou pessoa envolvida. Pode ou não envolver a prática de sexo com penetração.

Disciplina, no âmbito do BDSM, significa obediência ou castigo na falta dessa obediência. Significa também instruir, educar, treinar e está ligado à disposição da/o submissa/o seguir os ensinamentos e as regras de comportamento que o seu dominador lhe quiser impor.

Dominação e submissão são práticas diretamente ligadas ao acrônimo BDSM. Esse tipo de comportamento pode ser classificado como parafilia (comportamento sexual que pode ser considerado  perversão ou anormalidade) por algumas pessoas. Também conhecido como D/S , é a forma de se denominar uma relação desigual estabelecida entre duas pessoas, onde todo o poder é dado ao dominante e cabe a parte submissa obedecer de livree e espontânea vontade, realizando tarefas e obedecendo ordens que podem ou não ter conotação sexual.

Sadismo sexual é uma tendência oposta e complementar ao masoquismo, e envolve actos (reais, não simulados) nos quais o indivíduo retira excitação sexual do sofrimento psicológico ou físico (incluindo humilhação) do parceiro.

Masoquismo sexual, é uma tendência oposta e complementar ao sadismo. É uma tendência ou prática, pela qual uma pessoa busca prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente, ou ter prazer com a humilhação verbal. Uma relação onde as tendências sádicas e masoquistas se complementam é denominada de sadomasoquista.

O BDSM tem como objectivo o prazer sexual através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão e tortura física ou psicológica. Por padrão, a prática é provocada pelo(a) Dominador(a) e sentida pelo(a) Submisso(a).

Muitas das práticas BDSM fora do contexto sexual, são consideradas, desagradáveis ou indesejadas. Por exemplo, a dor, a prisão, a submissão, a humilhação e até mesmo as cócegas são, geralmente, infligidas nas pessoas contra sua vontade, provocando essas sensações desagradáveis. Contudo, no contexto BSDM, estas práticas são executadas com o consentimento mútuo entre os participantes, levando-os a desfrutarem mutuamente desse prazer.

O conceito fundamental sobre o qual o BDSM assenta, é que as práticas devem ser SSC (São, Seguro e Consensual). Atividades de BDSM não envolvem necessariamente a penetração mas, de forma geral, o BDSM é uma atividade erótica e as sessões geralmente envolvem sexo. O limite pessoal de cada um não deve ser ultrapassado, e para interromper a sessão/prática, é utilizada uma safeword (palavra de segurança) que é pré-estabelecida entre as partes.

Os praticantes de BDSM, chamam ao sexo convencional, sexo baunilha.

Quando somos jovens e nos iniciamos na nossa vida sexual, percorremos um caminho. Começamos pelos namoros apenas com beijinhos, depois apalpões e por aí adiante até chegarmos ao sexo oral e sexo com penetração vaginal e anal. Tal como no sexo baunilha, o BDSM também tem vários níveis de intensidade, que pode ir do mais suave, como umas tapas no rabinho ou puxões de cabelos, até ao mais duro que pode atingir níveis extremos de dor, como a utilização de agulhas ou mesmo pregos e cortes no corpo. Há pessoas que mantêm sempre as práticas que mais gostam, e há outras que vão subindo na intensidade ou agressividade das práticas, na procura de superar os seus próprios limites. À medida que esses limites vão sendo superados, a tendência é ir progredindo na busca de novos limites.

Convém lembrar que o prazer provoca a libertação de substâncias analgésicas muito fortes no nosso cérebro, e isso explica a forte tolerância à dor de quem está a sentir prazer. Quando se está a ter prazer, fica-se anestesiado e as práticas que pensamos provocarem dor intensa, na realidade não provocam porque a dor está atenuada pelo prazer.

Há muitos motivos, tanto físicos como psicológicos para se ter prazer com as práticas de BDSM. Esta motivação é diferente de pessoa para pessoa, e ainda pode ser uma junção de várias motivações. Muitas pessoas vêm a dor como um potenciador do prazer. Através da minha experiencia e de conversas que tive com pessoas que têm prazer com as práticas BDSM, posso revelar algumas dessas motivações.

A motivação mais comum e que está presente em quase todas as práticas de BDSM é o facto de se ter prazer em dar prazer de forma geral, ou a uma determinada pessoa de quem se gosta e a quem se quer agradar. Uma pessoa submissa tem prazer em se entregar às vontades de uma outra que tem prazer em abusar e dominar sexualmente de outra pessoa. Embora o BDSM não implique penetração e sexo explícito, tem sempre uma vertente sexual pelo facto de dar prazer. Para mim o BDSM não faz sentido sem sexo.

Há outro tipo de motivação, que é uma pessoa gostar de experimentar situações extremas e superar desafios. Pôr-se à prova, sentir que consegue aguentar a tortura e sentir que consegue superar os limites. Para muitas pessoas submissas ou mesmo escravas, é uma motivação muito forte a satisfação de ter conseguido executar uma tarefa que à partida lhe parecia muito difícil ou dolorosa de concretizar. Para certas pessoas, o superar desses obstáculos faz elevar a auto-estima.

Tal como muitos pedófilos que foram abusados sexualmente na sua infância, e acabaram por desenvolver o gosto por essas práticas, algumas pessoas podem desenvolver um certo prazer em serem castigadas ou em castigar, pelo facto de terem sido castigadas na infância em determinadas alturas do seu desenvolvimento sexual. Uma criança que é açoitada repetidamente tem tendência para sua própria defesa a criar mecanismos que minimizem a dor, ou até mesmo a erotizar a dor. Se quem castiga a criança, também sentir prazer em castigar e fizer disso um ritual sádico, é natural que essa criança mais tarde sinta prazer com algumas destas práticas sado-masoquistas.

Há pessoas que sentem que merecem castigo ou ser torturadas, porque se portaram mal de alguma forma. Sentem remorsos por terem feito mal a alguém ou a animais, praticaram actos condenáveis, e encontram na dor, no castigo e na punição um certo alívio no peso da consciência. Há quem ache que mereça ser castigado, por ser gordo, ou por fumar, ou por se ter “portado mal” de alguma forma.

Há também explicações fisiológicas para se sentir prazer na dor. Li um artigo numa revista científica que explicava que a zona do prazer e da dor no nosso cérebro estão muito próximas. Se houver alguma deformação congénita ou se por alguma razão se desenvolverem ligações nervosas entre estas duas zonas do cérebro, é possível sentir prazer na dor, e vice-versa. Já me aconteceu mais que uma vez, sentir uma dor de cabeça (tipo enxaqueca) que vai crescendo muito rapidamente quando estou prestes a atingir um orgasmo, que se torna quase insuportável no momento da ejaculação, e que diminui rapidamente após a ejaculação, e desaparece completamente passados alguns minutos. Depois de pesquisar no Google (dor de cabeça no orgasmo) descobri que é uma característica que afecta cerca de 0,4% da população, que se chama “cefaléia orgásmica benigna” e que ainda não se sabe bem o que a provoca, mas que não é perigosa nem denuncia qualquer tipo de problema grave. Este exemplo prova bem as ligações neurofisiológicas que existem entre o prazer a dor.

Há quem goste de ser torturado e açoitado, também para sentir o alivio do depois. Durante as práticas, debatem-se, gritam e choram, o que provoca a libertação do stress, sentem um cansaço prazeroso, e no pós práticas lhes dá uma estranha sensação de paz, parecida com a paz que sentimos depois de fazer exercício físico ou depois de uma noite a dançar.

Haverão mais motivações para se ter prazer com as práticas de BDSM, mas o importante a termos em conta, é que sejam elas quais forem, são motivações do foro intimo de cada um, e desde que sejam praticadas de livre vontade, não devem ser práticas discriminadas por quem não partilha dos mesmos gostos.

Eu não discrimino nem acho que seja um comportamento parafílico ter prazer com as práticas de BDSM, como também não discrimino quem não tem prazer com essas práticas. Cada um de nós tem o direito de viver a sua sexualidade como lhe dá mais prazer, e ninguém tem o direito de discriminar, já que é uma opção livre de cada um de nós.

Para mim, violência no sexo não está ligada às práticas, mas sim à falta de consentimento ou vontade de quem sofre essas praticas. Qualquer tipo de sexo que seja praticado contra vontade de algum dos intervenientes, é sempre violento. Da mesma forma, qualquer prática que seja desenvolvida com o consentimento, vontade e desejo dos intervenientes nunca é violento, pelo menos no sentido depreciativo do termo, já que é uma violência consentida e desejada. São “mimos” infligidos com todo o prazer e carinho, a quem gosta deste tipo de “mimos”.

Eu gosto de todo o tipo de sexo, desde que dê prazer a todos os envolvidos. Gosto de sexo baunilha, com meiguice e carinho, gosto de sexo mais selvagem, gosto de dominação e submissão e de algumas práticas de BDSM. Gosto essencialmente de sentir que a parceira confia em mim, e se entrega totalmente às minhas vontades. Como o que me dá prazer é sentir o prazer da parceira, moldo-me bem aos desejos e vontades de quem está comigo, praticando o tipo de sexo que lhe dê mais prazer e respeitando sempre os seus limites.

Sendo eu um homem meigo e carinhoso por natureza, é curioso como consigo e gosto de ser abusador e castigador se encontrar parceira que goste de ser dominada e abusada sexualmente. Como tenho parceiras para todo o tipo de sexo, não preciso impor nenhum tipo de sexo que não seja desejado por uma determinada parceira.

Sexo é dar e receber, é partilhar o prazer, e será tanto melhor, quanto mais se complementarem as partes envolvidas. É como uma dança, em que os envolvidos se devem coordenar para voar no mesmo sentido.

xarmus

18 comentários:

T* disse...

Eu gosto de apanhar umas boas palmadas de vez em quando, mas nunca pensei muito nos motivos porque gosto,apenas gosto.
Mas pelo que escreves na reflexão, ainda sou muito fresquinha.

xarmus disse...

Olá T*

Sim... isso é o normal.

E é verdade que a maior parte das pessoas não pensam nos motivos que as fazem gostar de certas práticas, nem faz falta saber... desde que gostem... tudo bem.

Eu só falei nisso, porque tenho a noção de que quem não gosta destas práticas tem tendência a pensar que quem gosta não é normal, que tem problemas psicológicos, e isso não é inteiramente verdade.

Há muitas razões diferentes para se gostar destas práticas, e todos nós temos o direito de viver a nossa sexualidade como bem entendermos, sem sermos discriminados por isso.

Beijocas boas para ti

Anónimo disse...

Olá! Boa tarde.
Descobri o teu blog, por acaso, há poucos dias e sempre que tenho um tempito, passo por aqui para ler mais um pouquinho.( Já agora, bom trabalho.)
Concordo totalmente com aquilo que escreveste, não existe "normal", depende do que cada um gosta e gostos não se discutem e daquilo a que cada um está disposto a experimentar. Eu gosto de uns puxões de cabelo, de umas palmadas, de me sentir presa e mais umas coisitas, mas tenho pouquissima tolerancia à dor, cintos e afins comigo é impensavel. Não tem nada a ver com normalidade, eu não gosto e ponto final.
Tenho perfeita consciência que se comentasse isto com algumas pessoas, ia dar mau resultado, o preconceito existe e vive demasiado interiorizado na mente de muita gente.
Beijos
Isabel

xarmus disse...

Olá Isabel

Antes de mais o meu grande obrigado pela tua participação, partilha da tua opinião e intimidade.

É verdade. Quase toda a gente tem estas "vontades" e fantasia muito com algumas destas práticas, mas ninguém gosta de assumir isso perante os outros, com medo da discriminação.

Um dos objectivos do meu blog é mesmo esse... que possamos partilhar com os outros o que gostamos de fazer e até o que gostaríamos de experimentar, para todos percebermos que são desejos e vontades legítimos, e muito mais comuns do que todos nós pensamos que são.

Pena é que apesar de tantas pessoas lerem o blog, muito poucas comentarem e partilharem as suas opiniões.

Em relação ao cinto... é tudo relativo, mas tenho a certeza que ias adorar. As pessoas têm sempre a ideia de que ser açoitada com o cinto faz doer... (e pode fazer se for com força), mas com a força certa, é uma delicia mesmo.

O que excita nesta prática, é a relação dominação/submissão, e o som do estalar do cinto. Já gora uma dica.... Dobrando o cinto ao meio, o som que se ouve, é mais o estalar das duas partes do cinto do que o som do estalar do cinto na nádega. Assim... provoca um som excitante sem doer quase nada.

E tem outra atenuante, é que com a excitação o cérebro liberta substancias anestesiantes, e às vezes mesmo ficando marcado, e parecendo que foi de grande violência, a dor é mesmo muito pouca... acredita. Experimenta um dia... vais adorar.

Se continuares a ler o meu blog, vais ver que muitas mulheres que experimentaram pela primeira vez adoraram e dizem que não doeu nada.

É tudo muito relativo e depende de como se fazem estas práticas. Se for feito com muita vontade, confiança e cumplicidade... é maravilhoso.

Mais uma vez, obrigado pela tua participação e partilha.

Beijocas boas para ti

Anónimo disse...

Olá Xarmus.

Obrigado pela sugestão acerca do cinto, mas o problema aqui, sou eu.
Vamos lá a ver se eu me consigo explicar. Eu sei o que é "sentir prazer através da dor",conforme tu a descreves na resposta que me deste, sem excessos e feito de mutuo acordo. Já experimentei e já gostei, MUITO mesmo, mas, eu tive alguns problemas, que apesar de não serem sexuais acabaram por afetar psicológicamente essa parte. A minha sensibilidade á dor, alterou-se por completo, tornei-me extremamente ansiosa, o que em casos extremos, me chegou a provocar crises de panico. Com a ajuda certa, tudo foi passando, mas, este ponto (a utilização do cinto) eu ainda não consegui alterar e muito sinceramente, não vivo angustiada com isso. Só a titulo de exemplo,(apesar de não ter nada a ver com sexo ou prazer) antes, se eu tivesse que tirar sangue para fazer análises 3 vezes por dia, tirava sem dramas, hoje em dia, já não é bem assim.

Eu vivo a minha sexualidade sem pudores, procuro informação e aquela que eu acho que posso utilizar em meu/nosso beneficio eu utilizo e experimento. Se funcionar excelente, se não, paciencia ;-)

Para mim, o maior problema da generalidade das pessoas, é não assumirem perante o companheiro/a, aquilo que sexualmente lhes dá mais prazer, as fantasias que gostariam de realizar, os problemas que possam ter e tantas coisas mais. Falta-lhes honestidade, essencialmente com elas próprias.

Desculpa o testamento.
Tudo de bom para ti.
Beijos
Isabel

xarmus disse...

Olá Isabel

Eu falei na forma como usar o cinto apenas porque as pessoas fazem sempre uma ideia errada acerca do tema, porque o uso do cinto pode não ser violento ou doloroso. O cinto não faz falta nenhuma para termos prazer no sexo.

Eu falo destas matérias, porque acho que é útil as pessoas saberem estas coisas, mas devo dizer-te que não uso o cinto em mais de 90% das vezes que tenho sexo. Aliás, a maiorm parte das vezes, tenho um sexo bem baunilha... hehehehehehe

Quem lê o que escrevo pode ficar com a ideia errada que uso sempre o cinto, ou que necessito do cinto para ter prazer. Como te digo, raramente o uso e apenas nos casos em que as amigas me pedem, ou querem experimentar.

O que faz falta no sexo, é muita vontade... muita entrega, muita prazer... o cinto não faz falta nenhuma.

Não precisas de pedir desculpa pelo testamento, escreves o que quiseres, quando quiseres, e do tamanho que quiseres... na boa.

Obrigado pela tua participação.... beijocas boas

Anónimo disse...

Olá.

Eu ainda li muito pouco e não tenho ideias pré concebidas acerca do blog ou de ti.
Do que li até agora, gostei. Gostei da forma descontraida e bem humorada como escreves e do respeito que demostras ter pelas mulheres com que te envolves.
As fotos são lindas.

Exatamente, o sexo vivido com muita vontade, muita entrega, muito prazer e muito respeito é muito bom e muito compensador.

Não é preciso agradecer a participação.

Beijos
Isabel


xarmus disse...

É isso tudo Isabel... nem mais.

Beijocas boas

Anónimo disse...

Abordastes um tema bem polemico, o que e bom pois,assim se desmistifica que dor e prazer não possam andar juntas para alguns. Sou adepta do mazoquismo, e não não sou louca, como algumas amigas pensam, rs. Há pessoas que gostam de sexo oral como preliminar, outras gostam de falar palavrão durante o ato, no meu caso as preliminares de uma relação sexual convencional não podem garantir o meu prazer, por isso, gosto de violencia no sexo, de ser subjugada fisica e verbalmente estando totalmente a merce do meu parceiro. Li esses dias um artigo sobre o tema e o psicólogo dizia "O tema central da fantasia masoquista, ao contrário do que possa parecer, não é a violência explícita. O que está em jogo são questões de poder, de domínio, utilizado na obtenção do prazer, quer seja sexual ou em outros relacionamentos sociais". Para os que aindam não conhecem a pratica masoquista, digo que não ha sensação melhor do que dar total controle ao outro e se deixar levar pelo prazer que vem da dor.bjs
F.S

xarmus disse...

Olá F.S

Tens toda a razão. No meu caso, também não é provocar dor que me dá prazer, mas sim o domínio.

Adoro sentir a confiança que uma mulher deposita em mim, ao entregar-se incondicionalmente. Muitas vezes os abusos ou alguma violência verbal ou física, servem exactamente para isso... para sentir que domino e que posso fazer o que me apetecer, sem qualquer tipo de condicionalismos.

Por isso também me dá um prazer louco, que essa entrega seja por parte de uma mulher que não me conhece de todo. explicado de outra forma, quando mais difícil for confiar em mim, mais prazer me dá essa entrega.

Felizmente, tenho tido algumas experiências dessas. Mulheres que vêm ter comigo vendadas ou que nos encontramos às escuras e são logo amarradas de seguida, sem nunca me terem visto. É de facto uma prova de confiança fantástica.

E eu sou um dominador bem querido, na medida em que como sinto que tenho a faca e o queijo na mão, sou incapaz de trair a confiança depositada em mim, fazendo algo que sei que não está a ser bom para quem confia em mim.

Nunca ninguém pôde dizer que confiou em mim, e que eu traí a confiança depositada. Apesar de ter tido imensas oportunidades de fazer tudo o que me apetecesse, nunca ninguém se arrependeu de se entregar incondicionalmente a mim.

Obrigado pela tua participação... e uma beijoca boa, ou umas boas palmadas nesse rabinho, se for mais agradável para ti.

P.S. Se quiseres falar de alguma coisa que não querias que seja publico, podes sempre enviar-me um mail.

Anónimo disse...

hehehe...
Tão kerido ele, "kerida, manda-me um mail, fala comigo QUE EU DOU-TE A VOLTA EM 5 SEGUNDOS!!!
HEHEHEHE

ISTO NÃO É PARA PUBLICARES, É SÓ PARA TI MESMO!!!

És um patife delicioso!!!
Nikita

xarmus disse...

Olá Nikita

Em 5 segundos não digo... mas em 10 talvez... heheheheheh

o que não for para publicar... envias por mail. Comentários... são todos publicados... hahahahahaha

Beijocas para ti... deliciosa.

Anónimo disse...

Estás a pedir para ser bárbaramente castigado!!!
Não perdes por esperar!!!

heheheeh...

Nikita

xarmus disse...

Não te estiques... senão vais pagá-las todas juntas na próxima vez que estiveres amarrada à cama... hehehehe

Anónimo disse...

ola! gostei muito do seu artigo, esclareceu bastante coisa pra mim, sofri abuso sexual na infancia e hj casada e com 40 anos descobri q gosto de ser dominada e de algumas praticas do BDSM, faço isso com meu marido, estamos aprendendo pelo q vemos nos videos de BDSM, faço porque adoro e ele tb. esta gostando. Meu unico medo é querer cada vez mais e ir em busca de um mestre experiente, mas tenho medo, acho perigoso. o que vc tem a diser sobre isso. muito obrigada

xarmus disse...

Olá Anónima das 17:52

ui ui... a tua questão tem pano para mangas... mas vou tentar ajudar-te tecendo algumas considerações de forma sucinta.

Se nos relacionamentos ou sexo baunilha, já é necessário haver empatia e gostos comuns em relação ao tipo de sexo que se pratica, numa relação bdsm que tem práticas diversificadas e de intensidades muito diferentes, mais necessário se torna que haja muita confiança, muita cumplicidade e muito conhecimento mutuo em relação aos gostos e limites de cada um.

Assim, as práticas bdsm com o teu marido são de facto uma excelente solução. Também é bom que vão aprendendo juntos e conversando acerca do tema e dos vossos gostos e curiosidades.

Embora com um mestre mais experiente pudesse ter aspectos positivos no sentido de experimentares coisas diferentes, não é fácil conseguires um grau de cumplicidade, confiança e conhecimento mutuo que tens com o teu marido. E se ele também gosta, acho que podem ir descobrindo, variando e intensificando as práticas.

mau, seria se ele não gostasse, e de certa forma fosse forçado a fezê-lo apenas para te dar prazer, na medida em que tu também precisas de sentir o desejo e o prazer dele em abusar e servir-se de ti.

Se conheceres e tiveres confiança num outro mestre que não seja o teu marido, não tem nada de perigoso... mas pode ser perigoso entregares-te a um mestre que não conheces de todo... isso não te aconselho mesmo.

No bdsm não há a mesma facilidade que há no sexo baunilha de dois desconhecidos se encontrarem e darem uma queca. No bdsm a coisa pia mais fino. É necessário estarem reunidas condições que requerem tempo e experiência.

Não sei o que tu e o teu marido pensam acerca disso, mas uma boa hipótese era entregares-te a um mestre, na presença do teu marido. Assim, era seguro para ti, e ele também podia aprender mais qualquer coisa. Pode ser uma ideia interessante.

Eu conheci um casal, em que começámos por nos encontrar para eu ter sexo com a mulher e o marido a assistir, e depois de conversarmos e chegarmos à conclusão que todos gostávamos de algumas brincadeiras mais arrevezadas, fomos explorando essa vertente, e criando confiança entre nós. Acabámos por chegar a um relacionamento bem cúmplice de práticas de bdsm avançado.

Espero ter ajudado de alguma forma... e se tiveres mais dúvidas ou questões que queiras colocar, estás à vontade.

Um grande obrigado pela tua participação.

Beijo

Sara disse...

Excelente texto, obrigada pela recomendação ;-) bjs

xarmus disse...

Olá Sara... é um prazer ter-te por aqui. Espero que o texto te tenha esclarecido possíveis duvidas. Se tiveres duvidas acerca do tema, não te acanhes...

Beijos