Seduzir com prazer

Ao criar este blogue, a ideia foi partilhar a minha experiência adquirida ao longo de 15 anos de frequência em sites, chats e redes sociais. Teclei, conversei, conheci muitas pessoas e vivi experiências que foram a vertente prática da minha aprendizagem. A net, com a possibilidade de nos relacionarmos anonimamente, veio trazer novas formas de interagirmos uns com os outros.

O objetivo deste blog é, através da partilha, ajudar a que todos nós compreendamos melhor esta nova realidade, e com isso estimular a reflexão de temas como o amor, o sexo e os relacionamentos em geral. Assim, publicarei algumas histórias por mim vividas, reflexões, informação que ache relevante, históricos de conversas, e algumas fotos sensuais de corpos de mulheres com quem troquei prazer e que tive o privilégio de fotografar. Todos os textos e fotos que vou publicando, não estão por ordem cronológica, e podem ter acontecido nos últimos 15 anos ou nos últimos dias. Todas as fotos e conversas publicadas, têm o consentimento dos intervenientes.

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4.3.12

R010 "Engana-me que eu gosto"

Esta reflexão vem na sequência de uma conversa (conversa 400) que tive com uma mulher de 41 anos que conheci na net. Foi a primeira conversa e possivelmente a ultima que tive com ela, mas achei o histórico rico em questões interessantes de se analisar.

Todos sabemos que algumas mulheres são mais emotivas que os homens, e precisam de algum envolvimento emocional para se enfiarem na cama com um homem. Como se costuma dizer, para ter sexo, as mulheres precisam de um motivo, e os homens precisam de um buraco. Também consigo compreender que muitas delas estejam tão traumatizadas com os “valores” que lhes são incutidos desde a infância que tenham dificuldade em separar o amor do sexo, e ver os relacionamentos de forma livre e despreconceituosa. A sociedade e a religião são castradoras nestes aspectos, (e em muitos outros) e condicionam a nossa forma de pensar e agir.

Como sou um espírito livre, que não foi traumatizado com educação moral ou religiosa, e que muito cedo se livrou das amarras familiares, entendo que cada um é livre de viver a sua sexualidade como bem entender. Cada um de nós tem o direito de se enfiar na cama como, quando e com quem quer, assim como tem o direito de não se enfiar na cama com ninguém, ou apenas com determinadas condições. Não descrimino nem faço juízos de valor em relação à sexualidade de ninguém.

O que eu acho espantoso, é que certas pessoas, fartas de apanhar na cabeça e sofrerem horrores durante tantos anos, ainda não tenham percebido que a receita que usam no relacionamento com os outros, só dá maus resultados. Estas mulheres pensam que têm azar com os homens, e não se apercebem que o problema está na forma como interagem com eles.

Uma mulher que diz a um homem que não gosta de aventuras e que só vai para a cama com um gajo se estiver apaixonada, ou houver envolvimento emocional, está a dar-lhe o segredo do cofre. Depois de dizer isto, ela nunca mais vai saber quais as intenções dele. Se ele lhe disser que está apaixonado por ela, como é que ela vai saber se ele está a falar verdade? Mesmo que se pense e actue daquela forma, (e acredito que haja mulheres tão traumatizadas pelos "valores" que nem consigam entregar-se de outra forma), nunca devem dizer isso. No fundo estão a ensinar aos homens como lhes dar a volta, e os gajos menos escrupulosos aproveitam. Fingem-se interessados e apaixonados, seduzem-nas com falinhas mansas e poemas lindos, elas apaixonam-se, e depois comem-nas uma ou mais vezes e quando não quiserem mais desaparecem, ou pior ainda, fazem-lhes a vida negra com atitudes possessivas, ciumentas e prepotentes, e acabam por forçar cobardemente o fim do relacionamento deixando-as com a auto-estima de rastos, e a precisarem de tratamento psiquiátrico.

Uma mulher dizer a um homem que só vai pela paixão, e pelo sonho, é o mesmo que uma pessoa travar conhecimento com outra, e dizer que tem montes de dinheiro, um carro assim e uma casa assado. Fica logo sem saber quais as intenções de quem se quer aproximar. Nos dois casos estas pessoas têm um rótulo na testa que diz “engana-me que eu gosto”.

Se um homem disser às mulheres que vai conhecendo na net que é rico, não se pode queixar de estar sempre a ser enganado e que elas só querem o seu dinheiro. Da mesma forma, uma mulher que diz aos homens que só fode apaixonada ou com envolvimento emocional, não se pode admirar que esteja sempre a ser enganada, e a sofrer horrores. Não é azar, é uma situação que é criada por ela logo desde o inicio. Se já somos assaltados sem andarmos com o dinheiro à mostra, se andarmos com as notas a cair dos bolsos, só nos estamos a pôr a jeito.

Outro problema que enfrentam as mulheres que pensam e actuam desta forma, é que enquanto elas precisam de estar apaixonadas para ter sexo, os homens precisam de ter sexo para se apaixonarem. Estas mulheres vão pelo sonho, e pensam no amor como o sentem os adolescentes, que se apaixonam antes e têm sexo depois. Na idade adulta é muito difícil um homem apaixonar-se sem trocar prazer.

Esperemos que a conversa dela tenha sido apenas para “inglês ver”, e que nada daquilo seja verdade. Também acontece. Quando as mulheres procuram relacionamento sério, costumam ter este tipo de conversa, mesmo que não seja verdade, porque sabem que a generalidade dos homens gostam delas assim para ter em casa, e para terem a certeza que não são encornados enquanto andam a foder as mulheres que são aquilo que eles não querem que as suas mulheres sejam, e com quem fazem tudo o que não querem que as suas mulheres façam com eles.

Outra coisa que muitas mulheres dizem e que eu acho deplorável, é aquela frase feita “os homens servem-se de nós e depois deitam fora”. Se analisarmos o significado desta frase podemos constatar entre outras, duas conclusões lamentáveis. Uma, é que não têm prazer no sexo, e a outra é que entregam o corpo em troca de quem fique com elas para a eternidade como se fossem pura mercadoria. Se elas entregam o corpo em troca de alguma coisa que depois não se concretiza, é natural que se sintam enganadas.

Se uma mulher e um homem decidem ir para a cama para trocar prazer, é uma troca justa. Ninguém se está a servir de ninguém. Se a mulher vai para acama com um homem sabendo que não vai ter prazer, e disposta a servir de objecto sexual para dar prazer ao homem, o melhor é mesmo cobrar.

Se duas pessoas gostarem de estar juntas e desenvolverem um relacionamento mais emocional, com cumplicidade e respeito, vão limando as arestas e adaptando-se de forma natural um ao outro. Não se pode trocar um corpo pela segurança de um relacionamento. Será sempre um relacionamento artificial, e com fim à vista. O amor não pode ser exigido, forçado ou imposto. Duas pessoas só devem estar juntas se for de livre vontade dos dois, e enquanto os dois assim o desejarem. Quanto mais livre for, mais sincero e seguro será. Muitas pessoas vêm o namoro, ou o “relacionamento sério” ou o casamento como uma segurança, mas se não for genuíno e mantido de livre vontade, é um engano. Antes pelo contrário, muitas vezes a segurança aparente do casamento, faz com que as pessoas se desleixem com o relacionamento, e deixem de cuidar dele, de seduzir, de mimar e de manter a chama acesa.

xarmus

20 comentários:

Anónimo disse...

Finalmente a reflexão. :)
Concordo contigo sim, transmites efectivamente as ideias que todos acabamos por concluir ao ler a conversa. Mas há aqui algo que penso que se deve salientar bem: Uma coisa é o ideal outra é a realidade. Ou seja, uma coisa é uma mulher até se envolver sem a tal parte emocional (que penso que muitas já estão formatadas para tal hoje em dia mas não o podem assumir). Esta pequena "grande" diferença, acaba por nos condicionar como mulheres. Vejamos um caso de uma mulher que limita-se a dizer a um homem que quer estar com ele só para sexo e depois logo se vê. Infelizmente, eu sei que sou muito nova ainda, mas já percebi o quanto uma mulher se sente deslocada e quanto perigoso é afirmar que procura-se algo assim: Somos logo putas. E isso infelizmente é uma coisa muito intrinseca, não vem dos "valores" nem da educação, vem de uma ideia psicosocial munto marcada de um povo.
Por acaso, em conversa com um amigo meu, ele defendeu muito a ideia que a mulher portuguesa é considerada das mais bonitas não só pela aparência, mas pela sua postura e os valores que transmite. E é esta a tal postura de: "eu sou de um homem só" "nunca poderei dizer o número exacto de homens com quem tive se quiser um relacionamento sério" etc..etc..

E pronto muito mais se poderia aqui debater :P

beijinhos

Rakel *

xarmus disse...

Olá Rakel*

As sociedades encontram-se sempre em constante mutação e alteração de valores, e enquanto certas pessoas se encontram na vanguarda dessa evolução, outras mais conservadoras ficam na cauda do pelotão. O aparecimento da net que trouxe novas possibilidades na forma como nos relacionamos uns com os outros, veio agravar exponencialmente os desequilíbrios já existentes, e criar clivagens ainda maiores entre as várias camadas da sociedade.

beijos

Zé Mário disse...

Quando publicares o teu livro, eu compro! És o rei pá!

Sexy Couple disse...

Concordo!
Queres que assine em algum lado?
Os relacionamentos, como tudo na vida aliás, devem ser cuidados todos os dias... só assim se conseguirá criar um mesmo ritmo, equiparar as necessidades...
Ana
http://er0tika69.blogspot.com

xarmus disse...

Este comentário de uma amiga, foi-me enviado por mail pelo facto de não ter conseguido publicá-lo. Tentei publicá-lo e também não consegui. Limitação de caracteres. Assim, vou publicá-lo em duas partes.

Aproveito para dizer, que esta amiga é divorciada à relativamente pouco tempo, e por ter um casamento pouco gratificante, teve a coragem de dizer basta e ir tentar viver tudo aquilo que nunca se permitiu viver. Como toda a gente que se aventura nestas coisas, teve problemas com predadores menos escrupulosos, e entretanto conheceu-me.

Como partilha comigo as aventuras que vai tendo, e como tenho tentado ajudá-la a entender os perigos que existem para quem entra nestes meandros da net, e os diferentes posicionamentos e interesses que podemos encontrar, um dia destes conversámos acerca desta temática.

Acho este comentário muito bom, para ajudar a perceber as motivações de homens e mulheres, e para tentar que consigamos conviver de forma mais pacifica e honesta neste mundo virtual.

Olá,

Gostar não gostam, mas não conseguem evitar. Ou melhor: MUITAS AINDA não conseguem evitar.

Somos animais miméticos, aprendemos por imitação, e imitamos os comportamentos... de quem dedica tempo a ensinar-nos (pois...), os pais, a família, a escola...; e o que 'eles' geralmente nos ensinam são valores, atitudes, formas de pensar e agir que a sociedade sanciona e consente, e que se inscrevem numa cultura e tradição com milénios de história (daí chamarmos-lhes conservadores; projectam no futuro o que o passado nos legou; resistem à mudança). A força disto é enorme, e resulta em indivíduos 'bem educados', ou seja, feitos à imagem de quem os ensinou, e que assimilaram os princípios que a sociedade abraça. São indivíduos bem ‘formatados’. Ora, romper com a formatação inicial é extraordinariamente difícil...

Depois há as diferenças entre a educação e socialização de homens e mulheres; enquanto os meninos são educados num quadro mais permissivo no que toca aos comportamentos sexuais (e o resultado dessa educação está reflectido na ideia estereotipada de que um homem que come muitas mulheres é um conquistador, um homem 'muito homem'), as meninas são educadas num registo de proibições, limitações e contenções, frequentemente justificadas (de forma enganosa diga-se, pelo menos nos tempos que correm...) pela necessidade de as proteger de uma gravidez precoce indesejada e, por arrastamento, de lhes garantir um futuro 'digno' (casamento, marido, filhos DO MARIDO, etc... enfim, aquilo que a sua formatação as faz desejar...), para além da má-língua (pois... esse bicho-papão tão temido, que assusta com tanta eficácia); esta educação das raparigas dá em mulheres 'presas' ('castradas', neuróticas, sei lá...) mas 'virtuosas', incapazes de foderem sem estarem apaixonadas (aliás, elas não fodem, fazem amor...), incapazes de diversificarem e multiplicarem os parceiros simplesmente pelo prazer q daí possam ter (como eles sempre fizeram...).

É esta educação que resulta em homens potencialmente 'enganadores' (que remédio, se não for assim não têm o que querem) e em mulheres potencialmente enganadas (as tais que 'se põem a jeito').

A ideia de que as mulheres gostam de ser enganadas parece-me pois injusta, para além de penalizadora ao desresponsabilizar os homens e culpá-las a elas pelos enganos.

Elas não gostam; pelo contrário, odeiam e sofrem imenso. O que me parece que se passa é que não conseguem evitar (ainda...). Estão fortemente formatadas, tão fortemente que são incapazes de se questionarem a si mesmas, de porem em causa a sua forma de pensar e agir, de admitirem a hipótese de estarem erradas. Afinal, como é q uma mulher que só vai para a cama apaixonada, que só foi para a cama com o marido (vá lá, também foi com um ou 2 namorados... se for mais 'moderna'), que é incapaz de ser infiel, etc, etc, pode estar errada? (Lol; filme ao contrário!)

(continua no comentário seguinte)

xarmus disse...

(continuação do comentário anterior)

Pois... estas mulheres não são culpadas; são antes vítimas, primeiro, de toda uma sociedade e cultura que as educa dessa maneira (formata...); depois, delas próprias, que até podem ter momentos de questionamento, de dúvida, de vontade de experimentar ser e fazer de maneira diferente, mas não se dão a si mesmas esse direito, não se permitem essa liberdade, e não o fazem pq receiam, temem, sentem-se inseguras, e têm bons motivos para isso. Os riscos são enormes. O que vão pensar delas? Os outros no geral, os homens em particular (donde, não se pode desresponsabilizá-los, mas antes acusá-los...) e, acima de tudo, elas próprias? É que todos (ou quase) tenderão a vê-las como umas 'gandas putas'! Pois...

Como é que se dá a volta a isto? Como é que se muda? Bom, acho que a net veio ajudar imeeeeeeeeennnnnnnsooooooo!!! Veio permitir contactos quase ilimitados com modos de pensar e estar muito diferentes dos nossos, e veio permitir essa coisa fantástica que são os relacionamentos sexuais fora do círculo de amigos e conhecidos a coberto do anonimato (os homens já os tinham... iam às putas! pois...); e isto parece-me um contributo valioso para q cada vez mais e mais mulheres se tornem livres (o ideal era CRESCEREM livres).

É que uma mulher que 'age como uma puta' (leia-se, fode com quem quer, quando quer e como quer), e q tem imenso prazer com isso e se diverte à brava com isso (e se conseguir assumir perante outros, melhor) não é uma puta; é antes uma mulher LIVRE, verdadeiramente EMANCIPADA; emancipada também do ponto de vista sexual (e não só 'já' do ponto de vista profissional, financeiro, etc).

Mas é extraordinariamente difícil chegar aí, a esse patamar de crescimento e liberdade. E os homens (que podiam usufruir tanto, tanto!!) também não ajudam, já que resistem a vê-las dessa forma - como mulheres 'simplesmente' LIVRES...

Não é o teu caso, Xarmus, obviamente. Tu não só vês as mulheres que estão contigo como mulheres livres, como as fazes sentir dessa maneira :)

E o teu blog é ótimo por vários motivos, um deles dar visibilidade a essa vontade que muitas mulheres PARTILHAM com muitos homens, de terem muito e bom sexo e de diversificarem e multiplicarem os seus parceiros sexuais, e dar visibilidade ao facto de elas o fazerem 'na boa', sem envolvimentos emocionais e sem pensarem mal de si próprias. Com sorte, talvez ajude a destruir os mitos da mulher sentimental e monogâmica.

Beijos, e desculpa este comentário enooooooorme, mas a tua reflexão pôs-me a reflectir tb, e fiquei com vontade de dar uma perspectiva ‘do outro lado’, do lado das mulheres, que no fundo desenvolve aquilo que a Rakel já escreveu. Mas é claro que outras mulheres podem pensar de outras maneiras, e era ótimo que partilhassem esses pensamentos, elas e eles também, porque afinal acho que nos intriga a todos esta espécie de ‘mania’ de enganar e ser enganado.


Mais beijos,
Maria42

xarmus disse...

Olá minha querida... obrigado pelo teu comentário. Tenho que fazer alguns reparos...

É claro que quando digo que "gostam" de ser enganadas é com ironia. É também uma forma de chamar a atenção para o facto de estas mulheres se porem demasiado a jeito. Tal como tu, também penso que estas mulheres e até os homens, são vitimas da sua formatação.

Em relação à net, é verdade que isso veio facilitar a vida às mulheres, na medida em que podem encontrar-se com homens de forma anónima, (Reflexão R002 Anonimato), e por isso digo que veio aumentar a clivagem entre aqueles que já descobriram esta nova forma de conhecer pessoas, e aqueles que nem sequer sonham com as potencialidades da coisa.

O objectivo deste blog também é esse... ajudar os mais mal informados, a conhecerem esta realidade.

Beijos

xarmus disse...

Olá Sexy Couple

Já assinaste... ao comentares o post... o que desde já te agradeço.

Abreijo

Kim III disse...

Estás completamente certo. Muitas mulheres deviam ler isto para aprenderem alguma coisa!
Bem vindo ao meu blog, xarmus :)

xarmus disse...

Olá Kim III

Obrigado pela visita... beijo

Myriam disse...

Como a tua anónima 41 disse "cada um vive a vida à sua maneira"... podemos condenar isto?
Podemos não concordar com as suas convicções é certo, mas está no direito de o dizer!
Ao ler a conversa 400 cheguei a pensar que podia perfeitamente ser a conversa de uma colega de trabalho que eu tenho, desconfio que com 40 anos continua tão virgem como quando tinha 1 ano de idade... Diz ela que nunca encontrou a pessoa ideal e que os homens são todos iguais, só querem gozar!
Que mulherzinhas quadradas... chega a fazer confusão! Como é possível? século 21 não quer dizer nada para esta gente? Será que só os Ipads e Iphones é que evoluíram??
Faz-me impressão que chamem aventuras aos casos e que os casos lhes pareçam histórias de amor arrebatadoras!
Aos olhos da sociedade uma "puta" não tem moral, não tem valores, não presta para nada... mas a verdade é que só sofre quando quer... e até para sofrer é paga!
M.

xarmus disse...

hehehehehe... pois é.

Anónimo disse...

Boas
Concordo com muitos dos aspectos aqui focados, mas não andaremos todos por vezes com vontade de ser "enganados" de ouvir amo-te muito....és o(a)tal...és uma grande foda....levas-me ao céu.....enfim uma série de adjectivos que todos ansiamos por ouvir, independentemente do sexo que somos?
Não querendo aparentar um complexo machista, penso que algumas mulheres para se envolverem sexualmente com alguém, tem uma necessidade de sentir algum sentimento, pois assim a coisa corre melhor e atenua o sentimento de culpa, ou a interiorização de sou uma puta, com toda a carga negativa que a sociedade impõe.
Abraço
Mig

xarmus disse...

Olá Mig

Por acaso não sou assim. Nunca disse a nenhuma mulher que a amava se não fosse verdade. Nestas coisas do sexo gosto de muita sinceridade e de tudo muito bem esclarecido para não gerar mal entndidios, nem expectativas que não se concretizem. Mas entendo que os outros sejam diferentes.

É verdade que algumas mulheres forçam sentimentos, e exageram o que sentem para justificar perante elas e os outros, o seu comportamento. Felizmente as mulheres estão a mudar e cada vez mais assumem a sua sexualidade, sem necessidade de se justificarem, e começam a sentir-se com os mesmos direitos dos homens.

Mas sabes... também depende muito do homem com quem estão. Comigo, e depois de me conhecerem, são muito assumidas. Mas estas mesmas mulheres com outro tipo de homens, também são capazes de se mostrarem mais românticas e apaixonadas, para não serem descriminadas negativamente.

Abraço

Anónimo disse...

Olá Luís,

Concordo plenamente contigo, para mim sinceridade acima de tudo.....e quanto à carga negativa....."quem não gostar de foder" que atire a primeira pedra.

Abrç
MIG

Me disse...

Acho que o ponto fundamental aqui na tua reflexão está mesmo nos valores que recebemos da educação que são castradores, como muito bem disseste, e depois há o processo inverso para reverter essa castração. Problema ainda acrescido, que a mente masculina recebe valores iguais, e vêm-nos como putas pelo facto de tentarmos ser diferentes desses valores.




Beijo

xarmus disse...

Olá Me

É verdade... esse é a razão principal pela qual andamos a enganar-nos uns aos outros.

Beijos

Anónimo disse...

Dois pontos:
1- Eu tenho algumas duvidas em saber no que é que a internet veio ajudar na independencia das mulheres, se muitas que a usam tem vidas duplas, continuam na mesma a ter duas facetas.
O interessante era que as pessoas conseguissem assumir no seu dia a dia, na sua realidade os seu gostos e as suas preferências. Algumas mulheres gostam de ter múltiplos parceiros e ai a internet ajuda a encontar esses parceiros, mas se as que gostam só o fazem em anonimato!!!
Ser liberal sexualmente ás escondidas, não é ser liberal, pois poderiam na mesma encontrar os parceiros na vida real, e assumir as consequências. Agora que as consequências são duras, isso são.

julia

Anónimo disse...

2- As coisas estão a mudar , mas estão a mudar de uma forma bastante cruel, que é a pressão que se sente em ser sexualmente activo ,talentoso e experiente.

Eu sinto que em relação as mulheres há por ai um número mágico de parceiros que elas devem ter para serem consideradas atraentes. Eu tenho uma amiga virgem (na casa dos 30) e mais umas que só tiveram 1,2 parceiros e têm vergonha, não contam a ninguém pois serão automaticamente consideradas pouco atractivas, feias, pouco sexys, com baixa auto estima, o que nem é necessariamente verdade.

E outras que tiveram um numero variado de parceiros que também não podem contar a ninguém, pois serão consideradas umas putas, ordinárias, bla bla.

Preso por ter cão e preso por não ter.

Nem as pessoas que decidiram desenvolver a sua vida sexual com uma ou poucas pessoas devem-se sentir pressionadas para ter muitos parceiros (com a chantagem publica de que são atadas).

Nem as outras que querem ao longo da vida ter múltiplos parceiros devem ser automaticamente catalogadas de ordinarias.

A verdadeira libertação é cada um viver a sua sexualidade como bem entender e não ser julgado por causa disso, quer decida ter 1000 parceiros ao longo da vida ou nenhum.

Beijos
Julia

xarmus disse...

Olá Julia

Antes de mais, obrigado pela tua participação.

Em relação a este teu primeiro ponto, estou em desacordo com o que dizes.

Claro que internet veio ajudar muitas mulheres a viverem a sua sexualidade. Não importa que seja em forma de "vida dupla", o que interessa é que lhes veio dar a oportunidade de viverem essas experiências. Se a sociedade não está preparada para aceitar isso... problema da sociedade.

Antes da internet as mulheres tinham muito menos hipóteses de terem essas experiências.

Claro que era melhor que pudessem assumir as suas escolhas ou preferências perante a sociedade, mas o interesse é que as vivam, mais do que as assumam perante todos. até porque muitas, acabam por as assumir perante quem mais lhes interessa, e isso é um primeiro passo para ir mudando as mentalidades. Mais... o facto de elas viverem essas experiências, faz com elas próprias aceitem melhor tanto as suas como as liberalidades dos outros.

Todos nós somos pessoas da internet e somos pessoas da vida real. Somos os mesmos. Conhecer através da internet é só mais uma forma de conhecer pessoas. Enquanto que na vida real só temos hipóteses de conhecer as pessoas que se movimentam à nossa volta, e que são sempre as mesmas, a internet veio dar a possibilidade de conhecermos pessoas que não estariam ao nosso alcance de outra forma.

Quanto ao teu segundo ponto... O problema das pessoas é viverem em função do que os outros pensam ou dizem. Tal como tu dizes, eu também acho que a verdadeira libertação é cada um viver a sua sexualidade como bem entender.. agora, se é julgado pelos outros ou não é um problema dos outros. Até porque os "outros" é muita gente, e dentro do "outros" há quem aceite e quem condene, e nós não podemos viver em função disso.

Até há quem condene esses comportamentos até ela própria os experimentar. Depois de experimentar muda de opinião e deixa de condenar esse comportamento nos outros.

Nós temos que estar em harmonia com a nossa cabeça, e fazermos aquilo que achamos que devemos fazer, e viver a nossa sexualidade em total liberdade, independentemente daquilo que os outros possam pensar.