Seduzir com prazer

Ao criar este blogue, a ideia foi partilhar a minha experiência adquirida ao longo de 15 anos de frequência em sites, chats e redes sociais. Teclei, conversei, conheci muitas pessoas e vivi experiências que foram a vertente prática da minha aprendizagem. A net, com a possibilidade de nos relacionarmos anonimamente, veio trazer novas formas de interagirmos uns com os outros.

O objetivo deste blog é, através da partilha, ajudar a que todos nós compreendamos melhor esta nova realidade, e com isso estimular a reflexão de temas como o amor, o sexo e os relacionamentos em geral. Assim, publicarei algumas histórias por mim vividas, reflexões, informação que ache relevante, históricos de conversas, e algumas fotos sensuais de corpos de mulheres com quem troquei prazer e que tive o privilégio de fotografar. Todos os textos e fotos que vou publicando, não estão por ordem cronológica, e podem ter acontecido nos últimos 15 anos ou nos últimos dias. Todas as fotos e conversas publicadas, têm o consentimento dos intervenientes.

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16.7.12

IS013 Monogamia já era

Uma amiga muito querida que vive actualmente no Brasil, enviou-me esta entrevista. Este modo de ver o sexo e o amor, parecido com o poliamor, é de facto uma lufada de ar fresco em relação à forma como a sociedade tradicional nos ensinou a ver o sexo, e as relações entre as pessoas.

Embora muitas pessoas não gostem, nem consigam relacionar-se desta forma, a verdade é que cada vez mais as pessoas se relacionam de forma livre, e não tenho duvidas que esta vai ser a tendência comportamental no futuro.

A verdade é que todos sentimos atracção por outras pessoas, mesmo tendo alguém que amamos. Quando nos deparamos com uma situações destas, vários são os caminhos que cada um pode seguir. Há quem reprima a vontade e faça um esforço enorme para não se deixar cair em tentação, há quem viva o momento e esconda do seu companheiro, e há quem tenha um relacionamento livre, que lhe permita viver o momento às claras e sem sentimentos de culpa.

Mas seja qual for o nosso posicionamento em relação a esta matéria, vale a pena ler esta entrevista, para pelo menos conhecermos as razões e as motivações de quem vive a vida de forma livre, sem se deixar condicionar pelo espartilho que a sociedade nos tenta impor.

Embora respondesse de forma diferente a algumas destas perguntas, na generalidade estou de acordo com o que a Regina diz, e penso da mesma forma.

“A monogamia já era”

Entrevista completa de Regina Navarro Lins para a
Revista Marie Claire deste mês.
com a Rede Relações Livres.

MC – Então a monogamia está com os dias contados, é isso?

RNL – É evidente que eu estou falando de tendências de comportamento, não de mudanças em curto prazo. Hoje, a maioria dos casais pode me achar louca de afirmar que o casamento monogâmico já era. Mas há, no mundo todo, sinais que mostram que casais mais liberais tendem a ser mais felizes. A revista do New York Times deu recentemente a seguinte capa: “Infidelity keeps us together” (A infidelidade nos mantém juntos) . É um exemplo disso.

MC – E por que isso nos faria mais felizes?

RNL – Nada é garantia de nada. Mas já sabemos que esse modelo que inventamos não deixa as pessoas felizes. Quem casa e opta por se reprimir em respeito ao outro pode pagar um preço muito alto. Você pode até controlar o seu desejo, mas ele vai continuar existindo em algum lugar. Daí, anos depois, você descobre que seu marido não fez o mesmo. Pronto, seu mundo caiu. Agora me diga, com toda a sinceridade: por que quando uma pessoa se casa não pode transar com outra? Historicamente, eu sei que era porque o homem não queria que sua herança fosse de outra pessoa. Mas, fisiologicamente, isso não faz sentido. Está mentindo quem diz que nunca teve tesão por outro além do marido. E mais, sexo é feito bateria de carro: se você não usa, descarrega. Por isso, o casamento monogâmico é o relacionamento no qual menos se faz sexo.

MC – É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?

RNL – Sim. O que gera sofrimento não é a traição, mas a crença no pacto de exclusividade. E o pior é que a maioria dos meus colegas não vê isso. São um bando de caretas, sabia? Todos, sem exceção, justificam a traição dizendo que o casamento vai mal ou que o amor acabou ou porque um deles quer se afirmar. Gente, não é nada disso! As pessoas têm relação extraconjugal porque variar é bom, não porque o amor acabou! Isso vai completamente na contramão do que se busca hoje: a individualidade. As pessoas querem se testar, se conhecer, perceber seus limites. É por isso que o amor romântico tende a acabar, por pregar o fim da individualidade por respeito ao outro.

MC – Que outros sinais mostram que essa mudança já começou?

RNL – É só ver a quantidade de casas de suingue que tem por aí, mulheres traindo e assumindo casos, buscando sua felicidade sem se colocar como subestimada. E não são mais pessoas procurando salvar relações falidas. São jovens que vão atrás de prazer e ponto. São tendências que apontam a mudança de mentalidade. Cada vez menos pessoas vão querer se fechar numa relação a dois e optar por relacionamentos mais soltos. Se bobear, minha tataraneta (ela tem uma neta de 15 anos) vai dizer: “Gente, tadinha da minha tataravó, precisava ter um parceiro só para tudo” (risos).

MC – O que você está propondo é uma espécie de poliamor?

RNL – De certa forma, sim. O poliamor implica ter relações sexuais e afetivas com pessoas diferentes. É assim: eu amo meu marido e transo com ele, mas também posso transar com outras pessoas, ir com elas ao cinema, viajar. Fazer o que quiser, com quem quiser, sem obrigação de exclusividade. Eles não amam com o sentimento de posse sobre o outro, por isso não sentem ciúme. Para eles, o ciúme está ligado ao medo da perda.

MC – Mas esse amor livre não poderia facilitar o abandono, aumentar a possibilidade da perda? Ou não seria uma forma de se proteger contra ela?

RNL – Mas nesse tipo de relação livre não existe a possibilidade de ser trocado, porque as pessoas não precisam escolher. Veja, muitas pessoas são abandonadas, certo? Aposto que 100% delas viviam uma relação supostamente monogâmica. Ou seja, uma relação fechada não é garantia de que você nunca será abandonado. A vida toda nós fomos instruídos a dirigir nossa energia amorosa e sexual para uma pessoa só e é nisso que a gente se apega. Daí, se isso não dá certo, sofremos horrores. Sentimo-nos abandonados, jogados às traças. Mas, na verdade, o abandono acontece já nos primeiros segundos de vida. No momento em que saímos do útero da mãe, já vivemos o sentimento de falta. Aquele conforto e segurança, não teremos nunca mais. Por isso, crescemos tentando reeditar o que tínhamos no útero. E, com essa nossa cultura, a coisa fica ainda pior. Em vez de ensinar o ser humano a viver sozinho, a sociedade prega que é preciso achar alguém que o complete, sua alma gêmea. Isso é a ilusão do amor romântico.

MC – Você acha que daqui a 40 ou 50 anos os casais monogâmicos serão minoria? Sofrerão preconceito?

RNL – O que eu espero é que haja espaço para tudo, sem preconceitos. Não seria certo que a regra fosse “agora todo mundo vai ter de transar com todo mundo” e que os casais que optaram pela monogamia ficassem excluídos. O importante é que cada pessoa escolha sua forma de viver e não reproduza um modelo por inércia nem medo de sofrer preconceito.

MC – A internet ajudou a acelerar essas transformações?

RNL – Sem dúvida. Ali, tudo é permitido. Quando criaram os primeiros chats, eu fiquei louca para saber como era o sexo on-line. Em 1998, por pura curiosidade antropológica, passei alguns dias fazendo sexo virtual. Queria muito saber se era possível sentir prazer com uma pessoa a distância, e hoje sei que é. E eu não me masturbava, viu? Não conseguia digitar e me tocar ao mesmo tempo, mas quando acabava a transa me sentia exausta, satisfeita mesmo. Foi uma experiência muito legal.

MC – Você já fingiu orgasmo?

RNL – Ah, já. Há muito tempo. Devia ter uns 20 anos quando fiz isso pela última vez. Era uma garota ansiosa como tantas outras. Mas acho isso horrível. Sempre digo para minhas pacientes não fingirem, senão elas vão viciar o homem em um modelo errado, acostumá-lo a achar que orgasmo é algo fácil e corriqueiro. E não é! É uma maravilha que custa para ser alcançada. Isso está diretamente ligado à autoestima. A mulher que gosta de si não tem problemas em fazer o homem trabalhar mais e melhor para fazê-la gozar. Agora, a que sofre de baixa autoestima se sente constrangida e finge para acabar logo com isso…

MC – Quando garota, você não sonhava com o príncipe encantado?

RNL – Não. E minha irmã dizia que eu tinha alma de homem, porque criticava o fato de ela ficar esperando o príncipe dela.

MC – Feministas mais radicais não gostam que os homens paguem a conta. É o seu caso?

RNL – Hoje eu pago, amanhã ele paga e depois dividimos. Prefiro assim. Cansei de ouvir mulher dizendo: “Ah, só me faltava essa: pagar motel!” ou “Não me incomodo de dividir restaurante, cinema, mas motel quem paga é ele”. Isso me revolta. Se os dois vão ter prazer, não há qualquer problema em dividir a conta. A mulher não é uma prostituta que está ali para servi-lo e por isso cabe a ele pagar por tudo.

MC – Mas e se o homem quiser pagar? Qual o problema?

RNL – A questão que eu quero colocar é chega de que “homem deve pagar a conta do motel simplesmente por ser homem”. As mulheres querem os benefícios da liberação feminina — tipo casar dez vezes, transar na primeira noite, ganhar bem —, mas não querem o ônus. Se os direitos são iguais, são iguais também os deveres. Isso é puro machismo! Não conheço homens que sustentem a mulher e não usem isso contra ela. O dinheiro confere poder, faz com que a gente se sinta superior. Tanto que eu, se só tivesse duas opções, sustentar ou ser sustentada, ficaria com a primeira. Deus me livre ter de pedir dinheiro para comprar minhas coisas (risos).

MC – Condena o cavalheirismo?

RNL – Não, mas sei que ele é uma herança da cultura patriarcal da Idade Média que se disfarça de gentileza para atestar a força masculina e a fragilidade feminina. Gentileza é uma via de mão dupla. A mulher também pode mandar flores, assim como o homem pode ser gentil cozinhando. É tudo convenção. Que tipo de homem deseja proteger uma mulher? Certamente não um que a veja como uma igual, mas aquele que se sente superior a ela.

MC – Por isso o homem está em crise?

RNL – Sem dúvida. Para os que não se libertaram do mito da masculinidade (ou seja, a maioria), as mulheres que combatem o cavalheirismo são uma afronta. Eles se sentem ameaçados, pois não conhecem outro papel senão o de guardiões, protetores. Para eles, essa mudança é muito nova. No século 19, o marido tinha o direito de bater na mulher com uma vara do tamanho do seu antebraço e da grossura do seu dedo médio. Parece piada, mas é verdade! Depois me perguntam se eu sou feminista. E dá para não ser? Só não é feminista quem quer continuar vendo a mulher ser oprimida.

MC – A febre dos sex shops mudou o padrão dos relacionamentos?

RNL – Não. Mas deveria. As mulheres, principais frequentadoras de butiques eróticas, ainda ficam tímidas. Compram, no máximo, pequenos artigos para se masturbar. Não para transar junto com o parceiro, porque os homens entram em competição e acham uma ofensa. Chega disso, gente (grita)! Temos de combater o preconceito pelo menos na hora da transa. O sexo com o parceiro e o vibrador ao mesmo tempo é fisiologicamente imbatível. Enquanto o parceiro cuida da penetração, o vibrador estimula o clitóris e o orgasmo é duplo, mil vezes mais intenso. Incomparavelmente melhor.

MC – Você e o Flávio usam? Isso não é um problema para ele?

RNL – Usamos, claro. O Flávio é super bem resolvido. Uma vez fomos à Praia da Pipa e, quando me dei conta de que tinha esquecido o vibrador, peguei um táxi e rodei Fortaleza inteira atrás de um sex shop. Comprei um novo, grandão. Para que vou me conformar com um orgasmo simples se posso ter um duplo?

MC – O que é mais comum: que a pessoa sofra porque foi traída ou que ela sofra porque, depois de traída, foi abandonada?

RNL – As pessoas morrem de medo do abandono, e o problema é justamente relacionar isso à traição. Uma coisa não tem a ver com a outra.

MC – Nesse caso, estamos falando da traição simplesmente sexual. E quando ela é emocional, quando existe um envolvimento amoroso?

RNL – Não usaria a palavra traição em nenhum desses casos. É pejorativo demais! Trair, para mim, é alguém estar comigo por algum interesse e não por amor. Relação extraconjugal não é traição, é a coisa mais banal que existe. As pessoas deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: 1) me sinto amada?; 2) me sinto desejada? Se a resposta for sim para as duas, tenho certeza de que está tudo bem na relação. No fundo, isso é o que importa.

MC – E se a resposta for não?

RNL – Aí a questão não é ter ciúme ou ser traída. É se vale a pena continuar numa relação mesmo sem ser amada. Na minha opinião, quem não se sente amado deve partir para outra. Isso é vida. Tem pessoas infelicíssimas dentro do casamento, se agarrando como náufragos um na perna do outro só para não ficar só. Isso é uma fantasia

7 comentários:

T* disse...

Gostei do post.
Achas que quem segue este modo de vida, são pessoas já com alguma maturidade emocional mais alta ou simplesmente já encontraram o "sua pessoa"?
E não achas que há muita gente que usa o poliamor, só para foder com quem quiser, sem ter que dar satisfações a ninguém?

Beijos

Anónimo disse...

Olá Xarmus,
por vezes, uma questão prática provoca uma mudança radical. Talvez seja isso a que se assiste actualmente. Os antigos valores morais já não servem os indivíduos. As pessoas já não vão viver infelizes para sempre ao lado de alguém só porque sim. E assim a sociedade adapta-se. Por exemplo, na Roma antiga um imperador decretou que o adultério era ilegal. Havia muitos filhos que eram criados por quem não era seu pai e a receber heranças que não eram suas por direito. Então, esse imperador decretou que os homens tivessem relações apenas com escravas ou prostitutas e não com mulheres casadas porque isso estava a pôr em causa as questões hereditárias. Talvez daí a ideia que chegou até nós que se for com uma prostituta ou uma criada de casa não é traição ou não fazia mal. Ficou bem arreigado. Mas houve uma questão prática que levou a uma mudança em toda uma sociedade. A sociedade actual assiste também a grandes mudanças. As mulheres ganharam poder económico e de decisão, já não engravidam em cada relação sexual e podem escolher os seus parceiros, os homossexuais libertaram-se e são livres para assumirem as suas escolhas. Assim, outras escolhas sexuais talvez sejam aceites com o tempo. Para uma sociedade mais saudável porque mais verdadeira.

xarmus disse...

Olá T*

Há de tudo... e os dois casos acontecem.

Para quem não tem parceiro fixo, é livre de "estar" com quem quiser. O que acontece é que as pessoas estão formatadas para se apaixonarem por quem sentem atracção sexual, e muitas vezes forçam a paixão, ou fingem-na mesmo, para legitimar o sexo. Ou seja, como a nossa sociedade condena uma mulher por ter sexo apenas pelo prazer do sexo, as mulheres muitas vezes dizem-se e convencem-se que estão apaixonadas para não parecer mal perante a sociedade.

Claro que para quem tem mais experiência em relacionamentos, e para quem já teve muito sexo, está mais protegido de se apaixonar pelas pessoas com quem tem sexo, do que uma mais nova, com menos experiência sexual, e que se apaixona com mais facilidade pelo facto de o sexo ser algo que não pratica normalmente, e por isso ter uma importância enorme na vida dessa pessoa.

Para quem já tem um relacionamento estável, ou é casado, e ama realmente o seu companheiro/a, a vontade de estar com outras pessoas, é mesmo mais sexual.

No caso das mulheres, às vezes também é a necessidade de se sentirem desejadas, e viverem o romance, já que os seus parceiros já não as mimam nesses sentidos.

Eu acho que ninguém usa o poliamor, já que se não for consentido por parte de todos os envolvidos, não é poliamor.

O poliamor também é isso. Poder-se foder com quem se quiser. O principio do poliamor, é a coisa mais natural do mundo, que é podermos viver os nossos afectos e as nossas vontades com quem quisermos sempre que quisermos.

O que não é natural é reprimirmos o que sentimos pelos outros, só porque temos namorado/a ou somos casados/as com alguém. Seja amizade, atracção sexual, paixão ou amor.

Todas estas formas são possíveis. É possível amarmos uma ou mais pessoas, e/ou estarmos apaixonados ou sentirmos atracção sexual por outras.

Se não nos reprimirmos nesse aspecto, é impressionante a quantidade de pessoas com quem conseguimos sentir vários tipos de afectos.

Eu já vivi situações bem engraçadas nesse sentido. Amar verdadeiramente uma pessoa, estar apaixonado por outra, e para além de sentir forte atracção sexual por estas duas pessoas, ainda ter atracção sexual por outras.

Se não reprimirmos os nossos sentimentos e vontades, acredita que todos nós conseguimos sentir muitos tipos de afectos por várias pessoas ao mesmo tempo.

O problema é que fomos formatados para apenas gostarmos de uma de cada vez, e quando sentimos mais que isso, reprimimos e escondemos esses sentimentos.

O facto é que muitas pessoas já sentiram isso e sabem do que estou a falar.

Beijos

Anónimo disse...

Super curti! Liberdade é o que precisamos.

:-)

Beijocas gostosas!

xarmus disse...

Olá Anónimo das 13:11

É verdade. Vivemos paradigmas criados há centenas de anos por razões que já não fazem sentido, e continuamos a insistir neste tipo de modelos desactualizados.

As condições e as necessidades mudaram, e a sociedade é sempre muito adversa à mudança. As pessoas já não sabem porque fazem as coisas de determinada maneira, fazem apenas porque lhes disseram que é assim, e porque sempre se fez assim.

Mas até isso é errado, porque sabemos que as sociedades antigas eram tão promiscuas como as de agora. Ao longo da existência da humanidade, já se fez de tudo. No tempo dos romanos, as prostitutas, que se chamavam de meretrizes, eram pessoas muito respeitadas na sociedade.

E no tempo dos gregos, era normal um mestre servir-se sexualmente dos seus discípulos, mesmo sendo do mesmo sexo. Ou seja, era normal e aceite pela sociedade que o professor fosse ao cu ao aluno, ou o pusesse a fazer uma mamadazita... hehehehehe.

Enfim... o que hoje é ou não é aceite pela sociedade, nem sempre foi assim. A igreja tem tentado manter o que considera a moral e os bons costumes, mas está de facto a perder terreno. Aliás, a igreja sempre foi uma instituição bem hipócrita, e que ao longo destes últimos 2.000 anos tem feito as maiores atrocidades que há memoria na humanidade. Desde a inquisição, até à pedofilia nos nossos tempos.

Não deixa de ser ridículo vivermos paradigmas que já não fazem sentido e que tantas culpas e problemas de consciência provocam a tanta gente mais inculta, que acha que isto sempre foi assim ao longo dos tempos.

Anónimo disse...

Interessante mais uma vez...gostaria de ver aqui retratada a questão do/da 'metrosexual', no âmbito do papel de género na sedução e relacionamento sexual, que está a sofrer alterações e vai ditar o futuro da humanidade, com perda para os 2 a meu ver.

Hugo, Almada

xarmus disse...

A ver se faço uma pesquisa acerca do tema.