Seduzir com prazer

Ao criar este blogue, a ideia foi partilhar a minha experiência adquirida ao longo de 15 anos de frequência em sites, chats e redes sociais. Teclei, conversei, conheci muitas pessoas e vivi experiências que foram a vertente prática da minha aprendizagem. A net, com a possibilidade de nos relacionarmos anonimamente, veio trazer novas formas de interagirmos uns com os outros.

O objetivo deste blog é, através da partilha, ajudar a que todos nós compreendamos melhor esta nova realidade, e com isso estimular a reflexão de temas como o amor, o sexo e os relacionamentos em geral. Assim, publicarei algumas histórias por mim vividas, reflexões, informação que ache relevante, históricos de conversas, e algumas fotos sensuais de corpos de mulheres com quem troquei prazer e que tive o privilégio de fotografar. Todos os textos e fotos que vou publicando, não estão por ordem cronológica, e podem ter acontecido nos últimos 15 anos ou nos últimos dias. Todas as fotos e conversas publicadas, têm o consentimento dos intervenientes.

As imagens publicadas neste blogue estão protegidas pelo código do direito de autor, não podendo ser copiadas, alteradas, distribuídas ou utilizadas sem autorização expressa do autor.


20.10.13

R022 Os benefícios das relações extraconjugais

Muita gente pensa que uma relação extraconjugal pode acabar com um relacionamento. Se for sem consentimento e se for descoberta, até pode acabar com a relação, mas se houver desejo de ter uma aventura sexual extraconjugal e esse desejo for reprimido, também pode provocar o fim da mesma.

Na sociedade retrógrada e hipócrita em que vivemos, especialmente no que toca ao sexo e aos relacionamentos, os preconceitos e os paradigmas instalados impedem muitas vezes as pessoas de pensarem de forma livre e racional acerca dos problemas, e dá-lhes sempre uma resolução simplista e preconceituosa, que a generalidade das pessoas aceita como certa, correta e até “normal”.

Mas uma coisa que a sociedade não diz, é que o efeito nocivo que a repressão dos desejos traz para o seio de uma relação, são muitas vezes devastadores. Muitas pessoas reprimem o desejo sexual que possam sentir por outras pessoas, pensando que estão a salvar o seu relacionamento, mas na verdade podem estar a destruí-lo.

Segundo os estudiosos da matéria, a repressão dos desejos sexuais por outras pessoas, faz com que o desejo sexual dentro da relação sofra danos muitas vezes irreparáveis. Segundo eles, desenvolve-se uma irritação e culpabilização inconsciente do outro pelo facto de ser um entrave à liberdade e à felicidade. Esse impedimento da satisfação do desejo de sexo com outras pessoas, juntamente com a deterioração da qualidade do sexo dentro da relação, acaba por minar a relação de forma irreversível.

Muitas pessoas reprimem esses desejos para poderem exigir o mesmo comportamento ao parceiro, não percebendo que mesmo que eles próprios consigam viver com essa repressão, os parceiros podem não conseguir, e aí o resultado é o mesmo.

Ao contrário, quando os elementos do casal não reprimirem o desejo do seu parceiro de poder desfrutar do prazer de se relacionar com outras pessoas, faz com que cada um dos parceiros esteja agradecido ao outro pela liberdade e o prazer que lhe é permitido ter. A cumplicidade entre o casal aumenta exponencialmente e o sexo melhora incomparavelmente, porque para além de acabarem os segredos e as mentiras, os parceiros podem partilhar os seus desejos a as suas fantasias sem qualquer tipo de inibição, e ficarem a conhecer uma faceta do parceiro que até ali era totalmente desconhecida. O swing, por exemplo, é uma prática usada por certos casais para resolver o problema do desejo sexual por outras pessoas, vivendo essa experiência em conjunto.

Como a grande percentagem do fim dos relacionamentos está diretamente ligada à desconfiança, ao ciúme, à traição, à falta de liberdade e à repressão dos desejos, eliminando estes problemas na relação, estão reunidas as condições para o aumento da durabilidade e da qualidade da relação, com a consequente segurança e felicidade que daí resultam. Como dizia uma amiga minha “eu adoro os relacionamentos liberais… duram mais que os outros”.

Resumindo…. As relações extraconjugais consentidas acabam com os problemas que normalmente ditam o fim da relação tais como a desconfiança, a insegurança, o ciúme, a repressão dos desejos, ou a traição (quando descoberta), e por outro lado, aumentam a cumplicidade, a segurança, melhoram o sexo, prolongam a durabilidade da relação, fortificam o amor e motivam a felicidade do casal, reforçando a relação.

Embora seja necessário que estas práticas sejam desejadas e consentidas pelos elementos do casal para se usufruir destas vantagens todas, o facto é que as relações extraconjugais não consentidas, também ajudam a manter um relacionamento.

Tem o risco de poder acabar com a relação se for descoberta, mas se não for descoberta ou se for perdoada, serve de válvula de escape a muitos casais, que não tendo a cumplicidade, ou o amor, ou até a amizade, ou seja lá o que for, necessários para o conseguirem fazer de forma consentida, possam ter maneira de satisfazer os seus desejos sexuais por terceiros, evitando assim a repressão sexual dos desejos, essa sim, verdadeiramente destruidora de relacionamentos que tinham tudo para dar certo.

Todos nós conhecemos casais que apesar de gostarem um do outro e de serem felizes na sua relação, precisam de viver experiências fora do relacionamento, e vivem-nas sem conhecimento do cônjuge. Esta prática, preconceituosamente conhecida por “traição” tem salvado muitos relacionamentos.

Em jeito de conclusão, acho que não devemos ser radicais nestas coisas, e se amamos alguém ou queremos manter um relacionamento que nos faz sentir bem, devemos ser sinceros, partilhar os nossos sentimentos e desejos com quem nos relacionamos, e chegar a entendimentos que satisfaçam ambas as partes. Assim, cada um dos parceiros permite ao outro ser feliz, e viver a sua vida sexual em total liberdade, contribuindo assim para fortalecimento, qualidade e durabilidade da relação.

Para quem quiser aprofundar o tema, aconselho a leitura das seguintes textos: (R016 Infidelidade e traição), (R019 Da monogamia ao poliamor), (R021 Monogamia e traição) e (R020 Uma história de amor)

19 comentários:

Anónimo disse...

Execelente reflexão. Deixou a pensar que aquilo que toda a vida nos ensinam como sendo o correcto e o certo para sermos felizes, afinal é o caminho para a infelicidade.

Beijinhos

xarmus disse...

Olá Anónimo/a

Deixo-te aqui uma passagem de um texto da Regina Navarro Lins

"Desde muito cedo somos levados a acreditar numa relação amorosa fixa, estável e duradoura como única forma de realização afetiva. Passamos então a vida esperando o momento de encontrar “a pessoa certa”, para, a partir daí, vivermos felizes para sempre."

Esta forma de nos relacionarmos, tem resultado e continua a resultar no inicio de vida de muitos casais. O problema surge quando as coisas começam a entrar na rotina e começa a surgir o desgaste na relação, sem que os elementos do casal consigam arranjar forma de resolver os problemas que vão surgindo, ou sequer percebam o que não está a correr bem na relação.

O mundo e as nossas vidas estão em constante mudança, só temos que nos ir adaptando, e procurando a melhor forma de sermos felizes, sem nos regermos pelos princípios com que fomos formatados.

Penso que a leitura do texto deste post e dos textos linkados no fim do post podem ajudar a que cada um de nós faça a sua própria reflexão acerca do tema.

Deixo aqui o endereço para o texto completo da Regina...
http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2013/02/19/a-dor-evitavel-do-romantismo/

Anónimo disse...

http://www.twitlonger.com/show/kknuit

Encontrei este texto da Regina Navarro Lins sobre a fidelidade. Apesar da tua reflexão não se focar neste tema, penso que pode ser interessante a sua leitura.

Beijo enorme da Puta Monga...

Anónimo disse...

Para quem tiver preguiça de abrir o link, aqui fica o texto.

Fidelidade > A grande preocupação das pessoas é quanto à exclusividade do parceiro (a). Entretanto, quando a “fidelidade” não é natural nem a renúncia gratuita, o preço se torna muito alto e pode inviabilizar a própria relação.

Ninguém deveria se preocupar se o parceiro transa ou não com outra pessoa. Homens e mulheres só deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: 1. Sinto-me amado (a)?; 2. Sinto-me desejado (a)? Se a resposta for Sim para as duas, o que o outro faz quando não está comigo não me diz respeito. Não tenho dúvida de que é uma forma bem mais inteligente de se viver.

xarmus disse...

Olá minha querida Puta Monga... obrigado pela participação e colaboração... és uma querida.

Quando te apanhar a jeito (amarrada na cama de pernas bem abertas) vou agradecer-te convenientemente... hehehehe.

beijocas boas minha querida

falcão disse...

olá
Não posso de forma alguma discordar das afirmações do poste, no entanto prefiro ir pelo caminho do dialogo, no que se refere a traição, porque em 90% dos casos um casal que conversa resolve tudo mesmo os desejos "insanos". Em relação aos temas do swing ai sim geralmente as coisas funcionam bem porque existe consentimento.
Um abraço e continuação de boas aventuras.........

Anónimo disse...

Olá Luis

Parabéns por esta excelente reflexão.
Numa sociedade em que ter um relacionamento extraconjugal é pecado, é muito bom que existam pessoas como tu (e como a Regina Navarro Lins) que o desmistifiquem e nos confrontem com uma nova perspectiva bem mais próxima da realidade.

Não posso estar mais de acordo com as conclusões que tiras.
Sou casada há mais de 10 anos e numa primeira fase da relação em que tudo é paixão não senti qualquer desejo em me relacionar sexualmente com mais alguém. Mas o tempo foi passando e com ele apareceram vários factores que foram arrefecendo a convivência e o sexo entre nós. É nesta fase que surge o desejo de viver outras experiências e é um erro reprimi-las. Mas foi o que eu fiz e durante muito tempo. Mantive-me “fiél” e resisti a todas as tentações e desejos. Hoje sei que é um erro. Reprimir só abalou mais a minha relação e cheguei até a pensar que já não amava o meu marido.

Há alguns meses, a luta interna que estava a viver entre a repressão e o desejo teve um novo vencedor e vivi experiências inesquecíveis com um “amante”. E sim, deixei de ter qualquer dúvida em relação ao amor que sinto pelo meu marido e toda a nossa vida (sexual incluída) melhorou exponencialmente.

Apesar de não viver um relacionamento livre, ou seja, o que fiz não é consentido pelo meu parceiro, as vantagens têm superado largamente as desvantagens. Não vou esconder que é doloroso mentir ao homem que mais amo e não partilhar com ele uma parte tão importante da minha vida mas sei que, provavelmente, se continuasse a reprimir os meus desejos, as minhas dúvidas sobre o amor que sinto por ele teriam acabado com o nosso casamento.


Um grande beijo para ti que sei que sabes quem sou e obrigada por me ensinares tanto com o teu blog :)

xarmus disse...

Olá falcão... é claro que como disse no meu texto, com consentimento há muito mais vantagens, mas como podes ver no comentário a seguir ao teu, mesmo sem consentimento... as relações extraconjugais têm salvo muitos relacionamentos.

abraço

xarmus disse...

Olá amiga...

Obrigado pelo teu testemunho. Tenho a certeza que a tua situação actual é igual a muitas outras mulheres.

De facto, as vantagens são muito mais se tudo for feito de forma consentida, mas mesmo sem consentimento, a realização dos desejos é muito importante ao sucesso do relacionamento.

Beijoca boa para ti e boa sorte nessas aventuras

Anónimo disse...

Olá meu Dono

Humm... Gosto desses pagamentos!
Posso colaborar mais vezes? :)

Beijocas boas e uma especial para o gostoso ;)

Puta Monga

xarmus disse...

Olá minha querida... eu sei que adoras esses pagamentos... e ue também adoro... e claro... não nos fica bem ficar a dever alguma coisa a quem quer que seja... heheheheh

beijocas boas minha Puta Monga

Anónimo disse...



Para começo de conversa sexo e amor são duas coisas distintas, você pode sentir tesão por alguém sem amar. Como seres livres, temos vontades e fantasias, quando vc se obriga a ser sexualmente fiel a pessoa amada é um peso q corroí o relacionamento, tanto q as pessoas fazem escondido.A fidelidade esta muito além de sexo ou coisa parecida, a fidelidade é algo muito supremo é algo transcendental, de respeito , consideração , lealdade e principalmente compromisso com você mesmo e com sua/ seu parceira(o). Quem consegue nortear o seu relacionamento por esses sentimentos jamais vai terminar um relacionamento, pois não existirá a traição.

Mais importante de tudo é não ser hipócrita e respeitar as escolhas alheias, se fidelidade funciona bem para alguns ótimo mas não queira impor isso aos outros...bjs

FS

Portuguese Sun disse...

O mágico da coisa é encontrar alguém que tenha uma abertura mental fantástica que aceite "outros" na relação e conseguir evoluir com isso...
Pena que o ser humano seja de facto tão limitado "mentalmente".

xarmus disse...

Olá FS

Obrigado pelo teu comentário... e concordo contigo... quem não gosta, não faça, mas não imponha o mesmo aos outros.

Beijocas

xarmus disse...

Olá Portuguese Sun

Seja bem aparecida!

É verdade que muita gente ainda tem essa limitação... mas também já vai havendo muitos a aderir às relações abertas... graçassss adeussss... né?

Beijo

Anónimo disse...

"A fidelidade sexual tem que ser vivida de livre vontade e nunca por imposição"
"Amor é, amar uma pessoa como ela é, sem tentar modifica-la nem restringir-lhe a liberdade, e fazendo tudo o que está ao nosso alcance para a fazer feliz"

Que lindos textos, excelentes reflexões, oxalá ajudem a mudar mentalidades.
Como diz uma canção, "Ninguém é de ninguém, mesmo quando se ama alguém"

xarmus disse...

Olá anónima/o

Obrigado pelo teu comentário.
Essas frases devem estar nos textos que escrevi, e que linkei a esta reflexão.

mas é mesmo assim, não há maneira de amar verdadeiramente de outra forma.

partindo do principio que és fêmea... uma beijoca boa para ti

Sexy Couple disse...

Eu teria muito a dizer sobre este post, mas vou só referir um ponto.
Na minha opinião o que mais destrói um relacionamento é a falta de diálogo.
Porque se o casal for sempre honesto nos seus sentimentos e nos seus pensamentos a traição não existe e tudo, tudo pode ser feito de comum acordo e que contribua para o crescimento da relação e do indivíduo.
E penso que a relação monógama não «tem» de se deteriorar, o sexo é um mundo enorme que podemos sempre explorar de formas diferentes.
Até porque foder com amor é do melhor que há.

Beijo muito grande,
Ana

xarmus disse...

Olá Ana

Obrigado pelo teu testemunho. É verdade, se houver amor e diálogo, a cumplicidade e a intimidade saem fortificadas.

Beijocas boas para ti