Seduzir com prazer

Ao criar este blogue, a ideia foi partilhar a minha experiência adquirida ao longo de 15 anos de frequência em sites, chats e redes sociais. Teclei, conversei, conheci muitas pessoas e vivi experiências que foram a vertente prática da minha aprendizagem. A net, com a possibilidade de nos relacionarmos anonimamente, veio trazer novas formas de interagirmos uns com os outros.

O objetivo deste blog é, através da partilha, ajudar a que todos nós compreendamos melhor esta nova realidade, e com isso estimular a reflexão de temas como o amor, o sexo e os relacionamentos em geral. Assim, publicarei algumas histórias por mim vividas, reflexões, informação que ache relevante, históricos de conversas, e algumas fotos sensuais de corpos de mulheres com quem troquei prazer e que tive o privilégio de fotografar. Todos os textos e fotos que vou publicando, não estão por ordem cronológica, e podem ter acontecido nos últimos 15 anos ou nos últimos dias. Todas as fotos e conversas publicadas, têm o consentimento dos intervenientes.

As imagens publicadas neste blogue estão protegidas pelo código do direito de autor, não podendo ser copiadas, alteradas, distribuídas ou utilizadas sem autorização expressa do autor.


18.10.13

IS025 O efeito nocivo da repressão

Uma amiga minha, enviou-me este texto fantástico da Regina Navarro Lins, acerca do efeito nocivo da repressão. Achei giro publicar este texto, porque já tinha tocado neste tema numa das minhas reflexões.

Quando as pessoas me dizem que uma relação extraconjugal pode acabar com uma relação, ou costumo dizer que reprimir essa relação extraconjugal também pode acabar com ela. E ninguém pensa nisso nestes termos. Mas vamos ao texto que tão bem explica este fenómeno.

O efeito nocivo da repressão

“Muito se fala dos perigos de uma relação extraconjugal, mas pouco é dito sobre os efeitos nocivos da repressão dos desejos. Reich analisa os prejuízos causados às pessoas envolvidas e à própria relação. “Quando o desejo por outros parceiros se tornam mais prementes, afetam a relação sexual existente, nomeadamente, no sentido de acelerar o enfraquecimento do desejo sexual pelo cônjuge. A relação sexual torna-se progressivamente um hábito e um dever. A diminuição progressiva do prazer obtido com o parceiro e o desejo de outros objetos somam-se e reforçam-se mutuamente. Esta situação não pode evitar-se ou iludir-se por meio de boas intenções ou de “técnicas amorosas”. 


É nesta altura que se manifesta um estado crítico de irritação contra o outro, irritação que, conforme o temperamento de cada um, se exterioriza ou é reprimida. Em qualquer dos casos, e conforme demonstra a análise de situações desse gênero, gera-se e desenvolve-se sem cessar um ódio inconsciente contra o outro, pelo fato de ele impedir a satisfação, frustrar, os outros desejos sexuais. Em tal caso, não se tem qualquer razão pessoal e consciente para odiar, entretanto, sente-se nele, e mesmo no amor que por ele se tenha, um obstáculo, um peso.”


Regina Navarro Lins


Este texto também me vai ajudar na defesa da reflexão polémica que estou a escrever e que se chama “os benefícios das relações extra-conjugais”, ou pior… “os benefícios da traição”… hehehehe

Quando, em algumas reflexões que escrevo, digo que as relações extra-conjugais ou a prática de swing fortificam a intimidade e cumplicidade do casal, é com o testemunho da minha experiência e da experiência de muitos casais que conheci.

Entre muitos outros benefícios, o facto dos elementos do casal não reprimirem o desejo do seu parceiro de poder desfrutar do prazer de se relacionar com outras pessoas, faz com que cada um dos parceiros agradeça ao outro a liberdade e o prazer que lhe é permitido ter.

Por outro lado, a cumplicidade fortifica-se porque para além de acabarem os segredos e as mentiras, os parceiros podem partilhar os seus desejos sem qualquer tipo de inibição e ficarem a conhecer uma parte do parceiro que era totalmente desconhecida.

Não me vou esticar em mais considerações, já que estou a escrever uma reflexão acerca do tema, mas acreditem que as vantagens das relações extra-conjugais são mais do que as desvantagens.

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